sábado, 22 de junho de 2013

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM ABORDANDO O TEXTO "PAUSA"


ü Objetivos Previstos: Reconhecer a tipologia narrativa em especial a crônica, bem como suas características;
ü Habilidades/ Competências:  Inferir o assunto de um texto visual e verbal; Trabalhar a diversidade e a intertextualidade; Ampliar o vocabulário.
ü Tempo Previsto: 6 a 8 aulas
ü Recursos necessários: Imagens, computadores com acesso à internet, vídeos, lousa/giz, áudio.
ü Avaliação: Devolutiva quanto às inferências realizadas pelos alunos; percepção da pertinência de intertextualidade nos textos abordados.













1 – Checagem de hipóteses: Trabalhando com a linguagem visual.
Após procurarem os significados da palavra pausa, nos verbetes do dicionário, façam a associação dos significados, com as figuras abaixo e analise se elas podem ser relacionadas com o texto.
 1-

 2 -

 3 -
 4 -


 5 –


 6 –


 7 –

 8 -



2 - Percepção das relações de intertextualidade e comparação de informações:
A - Após escutar a música “Cotidiano” de Chico Buarque de Holanda, disponível:
Letra:
Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã

Todo dia ela diz que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café

Todo dia eu só penso em poder parar
Meio dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão

Seis da tarde, como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão

Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
Me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode as seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã

B - Os domingos precisam de feriados

Cirilo Veloso Moraes
Escrito pelo rabino Nilton Bonder. Compartilho agora com vocês, meus queridos.
Toda sexta-feira à noite começa o Shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino no sétimo dia da Criação.
Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.
A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.
Hoje, o tempo de “pausa” é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações “para não nos ocuparmos”. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições.
Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas.
Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo…
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.
Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente.
As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o Domingo de um feriado…
Nossos namorados querem “ficar”, trocando o “ser” pelo “estar”. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI. Um dia seremos nossos?
Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante.
Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos…
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção.
O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida.
A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é “o que vamos fazer hoje?” já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande “radical livre” que envelhece nossa alegria e o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.

- Faça a relação entre a semelhança e a diferença na estrutura, na tipologia e no gênero, entre o conto Pausa, música Cotidiano e o texto Os domingos precisam de feriado.
Quanto ao tema!

- Identifique também quais são as semelhanças e diferenças entre eles.

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