sexta-feira, 28 de junho de 2013
sábado, 22 de junho de 2013
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM ABORDANDO O TEXTO "PAUSA"
ü Objetivos Previstos: Reconhecer a tipologia narrativa em especial a
crônica, bem
como suas características;
ü Habilidades/ Competências: Inferir o
assunto de um texto visual e verbal; Trabalhar a diversidade e a
intertextualidade; Ampliar o vocabulário.
ü Tempo Previsto: 6 a 8 aulas
ü Recursos necessários: Imagens, computadores com acesso à internet, vídeos, lousa/giz, áudio.
ü Avaliação: Devolutiva quanto às inferências realizadas
pelos alunos; percepção da
pertinência de
intertextualidade nos textos abordados.
1 – Checagem de
hipóteses: Trabalhando com a linguagem visual.
Após procurarem os significados da palavra pausa, nos verbetes do dicionário,
façam a associação dos significados, com as figuras abaixo e analise se elas
podem ser relacionadas com o texto.
1-
2 -
3 -
4 -
5 –
6 –
7 –
8 -
2 - Percepção das
relações de intertextualidade e comparação de informações:
A - Após escutar
a música “Cotidiano” de Chico Buarque de Holanda, disponível:
Letra:
Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã
Todo dia ela diz que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café
Todo dia eu só penso em poder parar
Meio dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão
Seis da tarde, como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão
Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
Me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor
Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode as seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã
B - Os domingos precisam de feriados
Cirilo Veloso Moraes
Escrito pelo rabino Nilton Bonder. Compartilho agora com
vocês, meus queridos.
Toda sexta-feira à noite começa o Shabat para a tradição
judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de
produção, inspirado no descanso divino no sétimo dia da Criação.
Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa
como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.
A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa.
Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não
ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós
mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade
do planeta.
Hoje, o tempo de “pausa” é preenchido por diversão e
alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações “para não nos
ocuparmos”. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a
incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a
indústria do entretenimento cresce nessas condições.
Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia.
Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas.
Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem
bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de
uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao
próximo…
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A
Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é
quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e
perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um
tempo linear que só pode parar no fim.
Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o
processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao
custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde
com o presente.
As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom
banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o Domingo de um
feriado…
Nossos namorados querem “ficar”, trocando o “ser” pelo
“estar”. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI. Um
dia seremos nossos?
Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante.
Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos
fizeram tanto por tão poucos…
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma
interrupção.
O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair
literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e
com sua vida.
A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é “o que
vamos fazer hoje?” já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de
120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo,
fere-se mortalmente. É este o grande “radical livre” que envelhece nossa
alegria e o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são
milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que
dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as
pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e
quando algo vai começar.
- Faça a relação entre a semelhança e a diferença na estrutura,
na tipologia e no gênero, entre o conto Pausa,
música Cotidiano e o texto Os domingos precisam de feriado.
Quanto ao tema!
- Identifique também quais são as semelhanças e diferenças
entre eles.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
domingo, 9 de junho de 2013
Como é importante a primeira experiência de leitura!
Tive um apéssima primeira vez na leitura: aos sete anos ganhei um livro do meu primo e nas primeiras páginas já odiei; o livro contava sobre um homem que matava suas esposas e guardava seus vestidos de casamento ou o ultimo vestido como lembrança. O titulo era O Barba Azul. Marcou tanto que tinha receio de abrir outros livros. Até que meu pai deu-me Os Mais Belos Contos de Fadas Franceses. Tenho este livro até hoje. Fico pensando que para os nossos alunos gostarem ou tornarem-se leitores não posso cair nesse erro de indicar qualquer leitura. Assim sempre que indico uma leitura faço o possível para que eles tenham um pouco de conhecimento da obra, do autor e do enredo principalmente. Barba Azul - nunca.
sábado, 8 de junho de 2013
Professora Ivana, experiência com leitura e escrita.
Olá pessoal! A minha experiência de leitura e escrita vem desde muito
pequena. Sou filha de professores, na mesa da sala de jantar de minha
casa, os enfeites eram os livros. Como os meus pais trabalhavam o dia
todo, eu ficava na casa de uma tia, que também era professora, que na
época chamávamos de primário. Foi com essa tia que comecei, muito cedo,
antes do" Jardim da Infância", manusear os livros coloridos de fábulas,
contos e histórias infantis, que eram de uma coleção muito grande de
livros infanto-juvenis chamada: Tesouro da Juventude. Enquanto a minha
tia preparava as suas aulas, aproveitava para ler as histórias para mim e
também para a minha irmã, que já era alfabetizada. As brincadeiras em
minha casa eram de escolinha, eu era a aluna e minha irmã a professora,
não me lembro como me alfabetizei, acredito que tenha sido pelos meus
pais, tia e irmã, mas quando entrei na primeira série, já era
alfabetizada. Dali para frente, eu fui
desenvolvendo o gosto pela leitura, sempre incentivada pela família.
Hoje a leitura e a escrita fazem parte da minha vida, não só pela
profissão, mas como preferência. Gosto muito de poesias, tenho algumas e
postarei para vocês, oportunamente. Um grande abraço.
Professora Ivana
Eu trabalho como professora do
Estado há dez anos. Trabalhei com projeto de leitura, na primeira capacitação
que o Estado ofereceu para os professores da rede. Trabalhei com leitura, por
dois anos, na escola que eu dava aula, antes da atual. Hoje trabalho no CEEJA
Cecícila Dultra Caram, em Ribeirão Preto, já há seis anos. Estou terminando uma
pós-graduação, em Educação Inclusiva, pois gosto muito de desafios, estudar
estratégias que facilitem a aprendizagem de alunos especiais. Gosto muito de
fazer cursos, pois sou muito curiosa para aprender e me capacitar sobre
educação. Ano de 1012 fiz o curso de formação de professores para o ingresso na
rede, contudo tive que exonerar, pois a minha sede ficava muito distante da
minha cidade. Tenho duas filhas, que também são professoras, que como eu, são
apaixonadas ela educação. Um grande abraço ao grupo de estudos.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
EXPERIÊNCIA INESQUECÍVEL
Boa noite a todos! Realmente, como disseram aquelas pessoas ilustres em seus depoimentos no transcorrer do nosso curso (Gilberto Gil, Gabriel, o pensador, Clair Feliz Regina, Marilena Chauí, Danusa Leão, Moacir Scliar, dentre outros, a leitura humaniza e liberta, e eles só foram escolhidos para falar porque foram bem sucedidos em suas áreas de atuação graças ao proveito que fizeram e ainda fazem da leitura. E ainda há muitas pessoas anônimas que tiveram "lucro" com a leitura, dentre elas, nós, aqui deste blog.
Muita coisa ficou de significativo na minha memória com relação à leitura, mas o maior deles foi um livro que a professora de português da 6a série, a qual não me lembro o nome, nos pediu que lêssemos, "O escaravelho do diabo" (Lúcia Machado de Almeida) e eu não o li por preguiça ou sei lá o quê. Acontece que meus colegas de sala que o leram contaram trechos que me instigaram a lê-lo. Essa experiência de leitura a partir dos relatos dos colegas, mais do que a cobrança da professora me fizeram ler e gostar da obra. Durante os tempos de escola nunca fui fã das grandes obras, mesmo assim já fiz trabalhos sobre O Guarani, Iracema, Senhora, O cortiço, dentre outros. Outro episódio marcante foi por volta dos 17 anos, quando me apaixonei por uma menina muito culta e voraz devoradora de livros. Para tentar ficar no mesmo nível dela, eu lia tudo o que ela me indicava: Neruda, Pedro Bandeira, Fernando Pessoa, Érico Veríssimo e em especial José Mauro de Vasconcelos, com obras de grande ternura. Ela me despertou o leitor que eu trazia comigo. Anos após, me formei em Letras e várias vezes já contei essa experiência para algumas turmas do EM.
Certamente as co-autoras do blog também têm suas experiências com a leitura e escrita que serão muito bem-vindas neste espaço. fiquem à vontade.
Valdenir
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